Nesta loja virtual, quem faz as compras são os cachorros

No e-commerce, um software analisa a reação dos cães para cada produto apresentado: caso o item seja aprovado, vai direto para o carrinho. A invenção é resultado de uma parceria entre a Petz

Agora é a vez do seu cachorro fazer compras sem sair de casa. Por meio de um sistema de inteligência artificial (IA), o petshop Petz, em parceria com a Ogilvy, criou uma plataforma que interpreta o nível de interesse dos cães a cada produto. O software foi alimentado com mais de 20 mil imagens de cachorros. A partir da análise dos dados disponíveis, consegue identificar se o seu pet gostou ou não de um brinquedo, por exemplo. Entre os sinais de interesse dados pelos bichinhos, estão a inclinação da cabeça, os movimentos das orelhas e a dilatação da pupila.

O software foi desenvolvido ao longo de seis meses por experts em machine learning e veterinários especializados no comportamento dos cachorros. Para uma boa análise, o cão deve ser posicionado na frente da câmera do computador, para que reconheça as expressões do pet. Se for identificado interesse por parte do cachorro, o produto é automaticamente colocado no carrinho de compras. A única tarefa do dono do pet é realizar o pagamento.


As pessoas estão mais conectadas, diz Sérgio Zimerman, presidente da Petz. Com a plataforma, elas podem compartilhar esse momento com seus cachorros e transformar essa experiência em algo mais divertido.

O desenvolvimento do software não foi o único desafio para aplicar a tecnologia. A apresentação dos produtos teve que ser adaptada para se tornar compatível com os cães. Os brinquedos são exibidos em vídeos, sempre com fundo amarelo e azul. Segundo Guilherme Moreira, diretor de criação associado da Ogilvy Brasil, os cachorros respondem a movimentos em vez de imagens estáticas, e enxergam melhor nesses tons de cores. A tecnologia não é nova, mas tivemos que adaptá-la ao novo público-alvo, afirma.Segundo Zimerman, uma plataforma de compras para cachorro é algo inédito no mundo. Por isso, o objetivo principal, nesse momento, não é atingir metas de vendas, mas continuar aprimorando o sistema e aumentar a oferta de produtos – atualmente 40 opções de brinquedos estão disponíveis com a tecnologia. Ele conta que o pet-commerce já se tornou a segunda página mais visitada do site da Petz. Queremos desenvolver essa tecnologia e melhorar a experiência do consumidor.

O próximo passo, segundo Moreira, será incorporar o pet-commerce ao aplicativo da Petz. Além disso, ele estuda a possibilidade de criar uma plataforma para gatos. Vamos ter que começar do zero, afirma. A forma como os gatos respondem a estímulos é diferente dos cachorros.

Confira abaixo como funciona o pet-commerce.

Fonte: Época Negócios

Autor: Érica Carnevalli

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